Primeiro Dia – embarque – aeroporto Galeão (GIG)

Vamos começar mais uma viagem juntos, eu e meu marido, sendo a primeira sem nossa filha, a pequena Belinha. Estamos ansiosos e cheios de expectativas para passarmos um final de semana em ritmo de lua de mel!

Chegamos 3 horas antes do embarque para fazer o check-in e para o mesmo você precisa ter em mãos os seguintes documentos: RG (recente) ou o passaporte (brasileiro ou de qualquer nacionalidade). Carteira da OAB ou carteira de habilitação não servem! Falo isso porque mesmo eu informando ao marido sobre a documentação para o check-in ele só apresentou a carteira de habilitação.

Enquanto ele estava na saga do documento, retornando para casa e pegar o passaporte, eu estava aguardando no aeroporto a sua chegada, acompanhando de perto tudo o que acontecia no check-in. Tripulação entrando para o embarque.

Resultado: ele foi voando (de táxi) para casa buscar o passaporte válido. E voltou de moto táxi, pois o trânsito para o aeroporto estava parado. Lembrando que sexta-feira a Linha Amarela, na cidade do Rio de Janeiro, fica impraticável. Já começamos a viagem em ritmo de aventura! O que mais vem a seguir!?

O check-in foi encerrado 1 hora antes do voo. Enfim, conseguimos!! Olha só a alegria de estar com as passagens nas mãos!

Voamos com a Emirates, voo direto Rio-Buenos Aires, duração de 3:30. Para nossa grata surpresa, poltronas confortáveis e espaçosas, principalmente para meu marido que tem 1,85m. Cada um viu seu filminho. Nesse ínterim jantamos um prato delicioso com direito a vinho, cerveja, sucos e água. Marco jantou as duas opções do cardápio (rs). Experiência muito boa. E para completar no teto da aeronave víamos estrelas. Nos sentimos bem aconchegados.

     

Ao chegarmos em Buenos Aires o frio se instalou real! Mesmo com roupas apropriadas para enfrentar o outono, vimos que nosso negócio é o clima tropical. Ali já vimos o que nos esperava durante o final de semana.

Fomos pegar um táxi e tentei ver se meu aplicativo do Uber funcionava na cidade. Sim! Tudo certo. Mas há pouco mais de um mês estava proibido o uso deste serviço na cidade, então ficamos receosos em ter problemas com os taxistas locais. Fomos de táxi mesmo e conseguimos pechinchar um preço mais justo.

Ao chegar no Hotel, em Recoleta, fizemos o check-in, deixamos as malas no quarto e fomos direto tomar um chopp num pub por perto. Delícia!

Segundo Dia – Dia de desbravar a cidade

Tomamos nosso café da manhã, por volta das 10h (não há alteração no fuso). Salão lotado e lá fomos nós achar uma mesinha no canto. Depois de experimentar quase tudo o que tinha (sim, sou dessas), nos preparamos psicologicamente para enfrentar as ruas geladas de Buenos Aires.

Fomos andando pela cidade, conhecendo algumas feirinhas nas redondezas, até que encontramos um parque (Plaza de las Naciones Unidas) com a flor mais prateada que tinha visto, chamada Floralis Genérica.

Passeando mais um pouco encontramos o Museo Nacional Ferroviario e foi uma descoberta muito interessante. Ali reafirmamos o quanto os Argentinos são nacionalistas, pois os trens são os melhores do mundo (na visão deles), devido a qualidade dos produtos e serviços. Dentro do museu só havia nós e dois guias. Lá você pode agendar uma visita guiada, onde explicam detalhadamente toda a história ferroviária da Argentina. Há também um centro de estudos históricos ferroviários e biblioteca no local e para acesso também deve-se agendar visita.

Pegamos um táxi até Caminito, pois fica próximo ao bairro La Boca (estádio do Boca Junior) e vimos mais uma feira local e muitos restaurantes/bares cheios de empanadas.

Em La Boca havia muitos brasileiros turistas e uma abundância de lojas vendendo cacarecos do clube de futebol e roupas oficiais. Mesmo nesse bairro tendo somente essa atração estando em Buenos Aires vale a pena o passeio.

Fizemos um pit stop na Cordoba com Armenia, para comprar. Nosso primo nos indicou esse local pois tem várias lojas outlets na região. Nada se compara aos Estados Unidos, mas dava para aproveitar alguns preços. O Real vale 5 vezes mais que o peso Argentino.

Já era quase 15h e nosso estômago não aguentava mais de fome. Fomos de táxi direto para Puerto Madero almoçar. Dentro do táxi pedimos uma sugestão e seguimos para o restaurante Siga la Vaca. Conhecemos a garçonete Dany, uma apaixonada pelo Rio de Janeiro. Fizemos amizade e agora aguardamos pela sua visita na nossa cidade maravilhosa.

Para ajudar na digestão do almoço, fomos passear pela linda Puerto Madero, revitalizada e cheia de charme, com uma mistura de prédios antigos e modernos e de altíssimo padrão. Muitos parques, moçada na rua praticando esportes (skate, bike, caminhada), muitos bares e uma infinidade de restaurantes com especialidade na famosa carne Argentina.

No final do dia passeamos mais um bocado pelas ruas da Calle Florida até chegarmos no Obelisco. Fizemos o percurso a pé, desde Puerto Madero. Andamos cerca de 3 quilômetros e ficamos exaustos. Só pensamos em voltar para o hotel, tomar um banho e descansar um pouco.

Prontos para passear a noite, saímos do hotel às 22h para beber e comer umas empanadas. No bar tinha aquecedor na rua, mas ficamos um pouco distante pois estava lotado. Resistimos ao frio por duas horas, colocando o papo em dia. Fomos dormir mais de uma da madrugada. Delícia de viagem!

     

Terceiro Dia – Dia de despedida

Último dia e queremos aproveitar mais um pouquinho. Após o café da manhã no hotel fomos passear até a Casa Rosada. Passamos pelo Café Tortoni (referência dos cariocas é a Confeitaria Colombo) e de lá fomos caminhando (quase 1,5 quilômetro) até a Galeria Pacífico. Próximo dali tem a livraria El Ateneo, mas estava fechada (domingo não abre). Então fomos conhecer a famosa feirinha de San Telmo. Muito comprida e cheia de trabalhos manuais. Vale a pena conhecer.

Resolvemos almoçar mais cedo hoje, por conta do nosso retorno para casa. Fomos ao recomendadíssimo La Cabrera, em Palermo. Esperamos 15 minutinhos na porta. Dentro do restaurante você já se encanta pela decoração. O local é pequeno, mas bem organizado. O garçom que nos atendeu (Luiz) foi uma simpatia. Apesar da especialidade ser a carne, as entradas são maravilhosas e o couvert espetacular!

          

Voltamos um pouco mais cedo para o hotel, por volta das 17h, pois o excesso das caminhadas fez com que minha bota estourasse.

Hora de retornar ao aeroporto. Feliz demais com essa viagem, mesmo curta. Se vale a pena um final de semana lá? Se vale!! Um final de semana e uma temporada, eu diria!

Buenos Aires é como a extensão do nosso país. Fomos muito bem recebidos. Obrigada e até breve.

Ludmilla Felippe – Coordenadora de Marketing da Trip4u Viagens

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